Abramepo leva ao 13º Congresso do CBCP, em São Paulo, a defesa da transparência sobre a formação do cirurgião, com rigor e fiscalização do MEC sobre a pós-graduação
Guias de orientação ao paciente costumam recomendar checar apenas o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) antes de uma cirurgia plástica. A Associação Brasileira de Médicos com Expertise de Pós-Graduação (Abramepo) defende que essa consulta é útil, mas não é a única forma de conhecer a qualificação do médico, nem é suficiente. O paciente tem direito de conhecer toda a formação de quem vai operá-lo, da graduação ao doutorado.
Para a entidade, o RQE é um registro administrativo do conselho de classe, e não uma licença para operar. Pela Lei Federal nº 3.268/1957, o médico com registro ativo no CRM tem prerrogativa legal para exercer a medicina em todo o território nacional. Pelo menos a metade dos médicos em exercício no país não possui o registro de especialista. Entre eles, há muitos cirurgiões plásticos e médicos de outras áreas com anos de prática e pós-graduação reconhecida pelo MEC: são especialistas de fato, sem o reconhecimento formal do título.
“O paciente pode e deve checar o RQE do cirurgião. Mas por que ele não pode saber onde esse mesmo médico fez sua pós-graduação, quantas horas treinou e em que hospital? Esconder uma formação reconhecida pelo MEC não protege ninguém. Transparência é segurança”, afirma o cirurgião Eduardo Teixeira, presidente da Abramepo.
Mais de um caminho de formação
A Abramepo sustenta que a residência médica não é a única via séria de formação no Brasil. Programas de pós-graduação lato sensu reconhecidos pelo MEC também oferecem treinamento prático intensivo. Segundo o Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP), muitos dos cursos apoiados e reconhecidos pelo Colégio somam entre 8.620 e 8.640 horas de treinamento prático.
A associação defende a fiscalização rigorosa do MEC sobre esses cursos e a punição às instituições que não cumprem os padrões de qualidade.”Sou preceptor de residentes e coordeno pós-graduação na mesma universidade e em outra instituição. Sei que existe mais de um caminho sério para formar um cirurgião. O que a Abramepo defende é rigor: fiscalização do MEC, punição a cursos fracos e liberdade para o médico dizer ao paciente o que estudou. É o que diz a lei”, destaca Teixeira, professor titular de cirurgia da UNIRIO e coordenador da pós-graduação em cirurgia plástica da UNIRIO e da EnsinE.
Abramepo no 13º Congresso do CBCP
O presidente e diretores da entidade participam do 13º Congresso do Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica, de 9 a 11 de outubro, no WTC Events Center, em São Paulo. Na sexta-feira (9/10), às 12h40, a Abramepo apresenta a palestra “O futuro da pós-graduação médica no Brasil: quem realmente está do lado da população e proteção do profissional?”. A diretoria também estará no estande da associação durante o evento.
Os palestrantes são Eduardo Teixeira, presidente da Abramepo; o advogado e escritor Bruno Reis de Figueiredo; e Bernardo Gardini.
Serviço
Evento: 13º Congresso do Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP), de 9 a 11 de outubro de 2026
Palestra da Abramepo: sexta-feira, 9 de outubro, das 12h40 às 13h40
Tema: “O futuro da pós-graduação médica no Brasil: quem realmente está do lado da população e proteção do profissional?”
Local: WTC Events Center, Av. das Nações Unidas, 12.551, Brooklin Novo, São Paulo (SP)
Informações: congressocbcp.com.br
Sobre a Abramepo
A Associação Brasileira de Médicos com Expertise de Pós-Graduação (Abramepo) é uma entidade civil sem fins lucrativos que atua em defesa dos direitos dos médicos com especialização lato sensu reconhecida pelo MEC. A associação defende a livre divulgação das qualificações acadêmicas obtidas pelos profissionais e a transparência na relação entre médico e paciente como base da segurança do paciente e do exercício ético da medicina no Brasil.